VILA ISAURA, ERA DOMINGO
No meu calendário. Lá eu tinha
Minha gaiola, meu alçapão e minhas intenções,
Aos pés de uma goiabeira branca. Estranharam
Eu não ter comprado aquele sol, sobre o chão,
Quando o venderam em datas.
Seria fácil ter ali uma casa, ou dezena delas,
Para realças meu espírito de proprietário.
Não comprei o chão de Vila Isaura.
Mas lá deixei as penas do pássaro,
Os domingos que transformavam o tédio em ouro,
O sol numa peneira velha e o retrato de uma pobre
Almoçando arroz com feijão
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