MARTA, MARTA
Compreendo o olhar de Marta, indiferente.
A que aceita juramento da espada. Anterior ao amor,
Anterior às horas que seriam minhas ou suas. É assim,
Amigo, a fidelidade de Marta. Porque Marta jurou amor,
O anjo jurou riqueza. Nada podemos, amigo, contra o
Anjo, o necessitado, o que está reunindo esplendor.
Material para lhe ofertar, no regresso. Que vale suplicar
A Martha a doçura de seus lábios, se o seu olhar
Não se atreve a ver outro rosto? Que vale, amigo, o
Seu sorriso nos bailes e nos passeios de barca, se a
Sua presença nem mesmo é real? Se conhece apenas
A promessa do anjo, o ausente, o necessitado,
O que jurou riqueza, o que nada mais podia fazer com sua
Vida, quando Marta lhe jurou amor.
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